Episcopado gaúcho embarca para a 62ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida
A delegação do RS será composta por 25 bispos, que têm em sua coordenação regional o arcebispo de Santa Maria, dom Leomar Antônio Brustolin, que é o presidente da CNBB Sul 3
Nesta terça-feira, 14 de abril, os bispos das arqui/dioceses gaúchas embarcam para participar da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que vai acontecer de 15 a 24 de abril no Santuário Nacional de Aparecida. Uma parte do grupo partiu do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, pelas 09h45min e os demais têm voos marcados a partir de outros aeroportos do Rio Grande do Sul.
A delegação do Rio Grande do Sul é composta pelos arce/bispos das 18 Igrejas Locais, os quatro auxiliares da Arquidiocese de Porto Alegre e os eméritos das dioceses de Caxias do Sul, dom Alessandro Ruffinoni; Montenegro, dom Paulo De Conto; e Rio Grande, dom José Mário Stroeher. O total de 25 bispos tem em sua coordenação regional o arcebispo de Santa Maria, dom Leomar Antônio Brustolin, que é o presidente da CNBB Sul 3, além do secretário-executivo, padre Rogério Ferraz de Andrade. Em âmbito nacional, o presidente da Assembleia Geral é o arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Cardeal Spengler.
Dom Leomar reflete a caminhada sinodal dos bispos do Rio Grande do Sul e a colegialidade do episcopado neste momento de encontro e tomada de decisões sobre os caminhos da Igreja Católica no Brasil. "Nós caminhamos juntos sinodalmente. Somos todos irmãos e, graças a Deus, desde a experiência dos veteranos até os que estão chegando, nós caminhamos juntos porque os desafios são iguais para todos e as preocupações também. Mas as oportunidades são maiores que os problemas".
O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses, pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e aprovado. As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do Evangelho.
Dom Leomar preside a comissão responsável por organizar este novo documento. "As diretrizes foram elaboradas durante quatro anos. Por isso, agora, na Assembleia de 2026, estamos indo para analisar e, se Deus quiser, aprovar as novas diretrizes que darão as linhas da evangelização da Igreja Católica no Brasil. Os caminhos da missão são cinco: primeiro de tudo, uma fidelidade à Palavra de Deus através da Animação Bíblica da Pastoral; depois, a Iniciação à Vida Cristã para formar novos discípulos; Comunidade de comunidades está no centro, comunidades de discípulos missionários; um cuidado maior com a liturgia e com a piedade popular; e, naturalmente, um serviço pleno à vida para que, desde o nascer até o morrer, ser humano seja assistido pelos cristãos e, sobretudo, os mais pobres", explica.
Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temas diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece nos primeiros dias de assembleia.
Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para 2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85 CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.
Sobre a atualização do Documento 85, que trata da evangelização juvenil, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, dom Darley José Kummer, que integra a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, salienta o processo de escuta para construir este material depois de 19 anos da aprovação da primeira versão. "É um processo que a gente tem vivido há mais de um ano. Estamos reformulando, reescrevendo, atualizando os dados que nos permitem também ajudar a evangelização da nossa juventude do Brasil, dos nossos regionais e dioceses. Então, é um processo que passou por muitas mãos, sob, é claro, a inspiração do Espírito Santo".
Dom Darley convida o povo de Deus à oração pelos bispos do Brasil. "Rezem bastante para que seja um momento muito promissor e esperançoso para a vida da nossa igreja e também para a juventude do nosso país, que tanto precisa de atenção e de esperançar também.


