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22/08/2026

A missão que é fruto do batismo!

"A participação dos leigos e leigas na ação missionária pode dar um novo impulso ao trabalho de evangelização e à implantação das decisões do Sínodo"

A missão que é fruto do batismo!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! A missão faz parte da vida do cristão e da Igreja, comunidade de fé. Sem ela, a Igreja deixa de viver o mandato de Cristo: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).

Essa missão do anuncio é assumida com amor e generosidade por muitos leigos e leigas em nossas comunidades. Por isso, neste Mês Vocacional, quero manifestar a minha gratidão aos leigos e leigas, que através dos ministérios e serviços participam ativamente na vida e missão da Igreja. Em outras palavras: participam da Igreja, povo de Deus, assumindo, pelo testemunho do amor-serviço, os vários ministérios que dão vida e identidade de fé às comunidades.

O documento 105 da CNBB, que reflete sobre a participação dos “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, no nº 11 diz: “Como cristãos, somos chamados a viver como discípulos de Jesus Cristo em nosso dia a dia. A partir da sua vocação especifica, os cristãos leigos e leigas vivem o seguimento de Jesus na família, na comunidade eclesial, no trabalho profissional, na multiforme participação na sociedade civil, colaborando assim na construção de uma sociedade justa, solidária e pacífica, que seja sinal do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré”.

Esse “colaborar” está aberto a todos, e envolve os coroinhas que ajudam nas missas, os adolescentes, os jovens e todos aqueles e aquelas que atuam nas pastorais; as catequistas, zeladoras de capelinhas, membros dos conselhos e coordenadores dos movimentos, etc. Quanto mais os leigos estiverem inseridos e forem atuantes na Igreja, mais a Igreja viverá a sua missão no mundo.

Estamos vivendo um momento da história – e na vida da Igreja – em que precisamos romper com alguns paradigmas. Um deles é pensar que a “missão” é responsabilidade dos padres, dos religiosos, das religiosas e não dos leigos. A participação dos leigos e leigas na ação missionária pode dar um novo impulso ao trabalho de evangelização e à implantação das decisões do Sínodo. Os jovens poderão ser os grandes protagonistas da ação evangelizadora da Igreja neste terceiro milênio, através de um “sim” generoso a Deus, como fez Maria de Nazaré.

Mas a Igreja também precisa, de forma constante, cuidar da formação dos leigos, para que eles possam, à luz do Evangelho, ser também os protagonistas de uma Igreja em saída, missionária e solidária, tendo presente que pelo batismo eles também são chamados a levar ao mundo o testemunho de Jesus Cristo e ser fermento do amor de Deus na sociedade. E o fazem com espírito de amor, de fé, de esperança e na gratuidade, por causa de Cristo Jesus.

 

+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul

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